domingo, 4 de abril de 2010

Ah, a vida...

O que, realmente, vale a pena? Não sei se os olhos ou o sorriso. Não sei se a roupa ou os hábitos linguísticos. Não sei se a cara ou a coragem. Não sei se a aparência ou a conta bancária.
Ah, a vontade de voltar a ser um ser sem preocupações existenciais...
Tão perto de ser aceitável e tão longe de ser verdade. Os rastros deixados por aqueles que veem a vida como um momento único, em que se deve viver tudo o que der vontade, mesmo que tenhamos plena consciência de que o que fazemos nem sempre é o que socialmente se estabelece como correto. "E daí que machucamos os outros? E daí que passamos por cima de nossos preceitos morais? Tudo vale a pena se for essa a minha vontade, se for isso o que manda o meu coração!" [tolices juvenis].
Ah, como eram preciosos os momentos de ingênua convivência com os amigos da escola... as trocas de lanche, as buscas por livros na biblioteca, as colas passadas sem que a professora percebesse...
É verdade que nos constituímos de lembranças. Mas o que seria mais interessante do que lembrar e usar as lembranças para construir um futuro coerente com as ações praticadas até então? Isso significa, em português mais claro: como é que uma pessoa que era 'boa', de acordo com o que eu julgo como tal, pode, repentinamente, se transformar em outra completamente diferente, com valores deturpados e em busca de coisas completamente absurdas?
"Sei lá, sei lá!" como já diziam os sábios cantores daquela música (linda, diga-se de passagem) que toca na novela.
Simplesmente não dá pra entender. E hoje não quero nem entrar na discussão de outro assunto que tô guardando pra um tópico bonitinho, sobre um assunto totalmente moderno e que faz a cabeça da gurizada.
Amemo-nos uns aos outros! (Domingo de Páscoa [pelo menos quando comecei a escrever... rs])

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