segunda-feira, 6 de outubro de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Autocontrole
É sorrir e dizer: como tá, querido?
Quando, no fundo, você quer mesmo é dar de dedo no peito e dizer: escuta aqui, zé ruela... (ou descer uma voadora no desinfeliz!)
rsrsrs
Quando, no fundo, você quer mesmo é dar de dedo no peito e dizer: escuta aqui, zé ruela... (ou descer uma voadora no desinfeliz!)
rsrsrs
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
Considerando o caos que foram, pelo menos, os 3 últimos aniversários, só tenho a dizer que jamais poderia imaginar algo tão perfeito como o que rolou hoje. Perfeição em cada detalhe, em cada olhar, cada palavra. Nada, nadinha, é por acaso. E eu só tenho a agradecer por ter motivo pra não conseguir parar de sorrir.
Dizem que o que vale é a intenção, mas devo ressaltar: ôs deseinho feio, viu... (eu não faria melhor!)
Dizem que o que vale é a intenção, mas devo ressaltar: ôs deseinho feio, viu... (eu não faria melhor!)
quarta-feira, 26 de março de 2014
Construção
Quem não conhece o trabalho do poeta e escritor Fabrício Carpinejar, está em tempo. Abro esta crônica com uma citação extraída da ótima entrevista que ele deu para a revista Joyce Pascowitch: "O início da paixão é estratosférico, as pessoas não param quietas exibindo tudo que podem fazer. Depois passam a confessar o que realmente querem. A paixão é mentir tudo o que você não é. O amor é começar a dizer a verdade."
É mais ou menos isso. No começo, a sedução é despudorada, inclui, não diria mentiras, mas um esforço de conquista, uma demonstração quase acrobática de entusiasmo, necessidade de estar sempre junto, de falarem-se várias vezes por dia, de transar dia sim, outro também. A paixão nos aparta da realidade, é um período em que criamos um universo paralelo, é uma festa a dois em que, lógico, há sustos, brigas, desacordos, mas tudo na tentativa de se preparar para algo muito maior. O amor.
É aí que a cobra fuma. A paixão é para todos, o amor é para poucos.
Paixão é estágio, amor é profissionalização. Paixão é para ser sentida; o amor, além de sentido, precisa ser pensado. Por isso tem menos prestígio que a paixão, pois parece burocrático, um sentimento adulto demais, e quem quer deixar de ser adolescente?
A paixão não dura, só o amor pode ser eterno. Claro que alguns casais conseguem atingir o sublime - amarem-se apaixonadamente a vida inteira, sem distinção das duas "eras" sentimentais. Mas, para a maioria, chega o momento em que o êxtase dá lugar a uma relação mais calma, menos tórrida, quando as fantasias são substituídas pela realidade: afinal, o que se construiu durante aquele frenesi do início? Uma estrutura sólida ou um castelo de areia?
Quando a paixão e o sexo perdem a intensidade é que aparecem os outros pilares que sustentam a história - caso eles existam. O que alicerça de fato um relacionamento são as afinidades (não podem ser raras), as visões de mundo (não podem ser radicalmente opostas), a cumplicidade (o entendimento tem que ser quase telepático), a parceria (dois solitários não formam um casal), a alegria do compartilhamento (um não pode ser o inferno do outro), a admiração mútua (críticas não podem ser mais frequentes que elogios), e principalmente, a amizade (sem boas conversas, não há futuro). Compatibilidade plena é delírio, não existe, mas o amor requer um mínimo de consistência, senão o castelo vem abaixo.
O grande desafio dos casais é quando começa a migração do namoro para algo mais perene, que não precisa ser oficializado ou ter a obrigação de durar para sempre, mas que já não se permite ser frágil. Claro que todos querem se apaixonar, não há momento da vida mais vibrante. Mas que as "mentirinhas" sedutoras lá do começo tenham a sorte de evoluir até se transformarem em verdades inabaláveis.
É mais ou menos isso. No começo, a sedução é despudorada, inclui, não diria mentiras, mas um esforço de conquista, uma demonstração quase acrobática de entusiasmo, necessidade de estar sempre junto, de falarem-se várias vezes por dia, de transar dia sim, outro também. A paixão nos aparta da realidade, é um período em que criamos um universo paralelo, é uma festa a dois em que, lógico, há sustos, brigas, desacordos, mas tudo na tentativa de se preparar para algo muito maior. O amor.
É aí que a cobra fuma. A paixão é para todos, o amor é para poucos.
Paixão é estágio, amor é profissionalização. Paixão é para ser sentida; o amor, além de sentido, precisa ser pensado. Por isso tem menos prestígio que a paixão, pois parece burocrático, um sentimento adulto demais, e quem quer deixar de ser adolescente?
A paixão não dura, só o amor pode ser eterno. Claro que alguns casais conseguem atingir o sublime - amarem-se apaixonadamente a vida inteira, sem distinção das duas "eras" sentimentais. Mas, para a maioria, chega o momento em que o êxtase dá lugar a uma relação mais calma, menos tórrida, quando as fantasias são substituídas pela realidade: afinal, o que se construiu durante aquele frenesi do início? Uma estrutura sólida ou um castelo de areia?
Quando a paixão e o sexo perdem a intensidade é que aparecem os outros pilares que sustentam a história - caso eles existam. O que alicerça de fato um relacionamento são as afinidades (não podem ser raras), as visões de mundo (não podem ser radicalmente opostas), a cumplicidade (o entendimento tem que ser quase telepático), a parceria (dois solitários não formam um casal), a alegria do compartilhamento (um não pode ser o inferno do outro), a admiração mútua (críticas não podem ser mais frequentes que elogios), e principalmente, a amizade (sem boas conversas, não há futuro). Compatibilidade plena é delírio, não existe, mas o amor requer um mínimo de consistência, senão o castelo vem abaixo.
O grande desafio dos casais é quando começa a migração do namoro para algo mais perene, que não precisa ser oficializado ou ter a obrigação de durar para sempre, mas que já não se permite ser frágil. Claro que todos querem se apaixonar, não há momento da vida mais vibrante. Mas que as "mentirinhas" sedutoras lá do começo tenham a sorte de evoluir até se transformarem em verdades inabaláveis.
10 de junho de 2012.
Martha Medeiros
quinta-feira, 13 de março de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
"Well, sometimes we don't really notice just how good it can get!"
Quase me rendendo ao pensamento daqueles que dizem que contexto, sujeitos, formas, cores e cheiros têm tudo a ver com o que se quer dizer. É lógico que não dá pra atribuir um sentido que não esteja de alguma forma ligado ao que foi dito, ou escrito, ou desenhado, ou gesticulado, mas, quando se trata de relações estabelecidas entre pessoas que estão de certa forma ligadas por algo que vai além da simples presença, pela proximidade, faz crer que há uma espécie de... algo, que como num clique permite que se entenda até os pensamentos mais estranhos. É como se a relação existente fosse tão mágica que, mesmo um "Ah!" completamente aleatório, permitisse um perfeito alinhamento entre duas mentes. Talvez a similaridade, ou os gostos. Talvez a história ou a decisão de ter um cachorrinho [rs].
E se eu precisasse escolher um momento desses pra dizer que foi o mais completo nesse sentido todo aí, certamente morreria na indecisão.
Quase me rendendo ao pensamento daqueles que dizem que contexto, sujeitos, formas, cores e cheiros têm tudo a ver com o que se quer dizer. É lógico que não dá pra atribuir um sentido que não esteja de alguma forma ligado ao que foi dito, ou escrito, ou desenhado, ou gesticulado, mas, quando se trata de relações estabelecidas entre pessoas que estão de certa forma ligadas por algo que vai além da simples presença, pela proximidade, faz crer que há uma espécie de... algo, que como num clique permite que se entenda até os pensamentos mais estranhos. É como se a relação existente fosse tão mágica que, mesmo um "Ah!" completamente aleatório, permitisse um perfeito alinhamento entre duas mentes. Talvez a similaridade, ou os gostos. Talvez a história ou a decisão de ter um cachorrinho [rs].
E se eu precisasse escolher um momento desses pra dizer que foi o mais completo nesse sentido todo aí, certamente morreria na indecisão.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Dia desses, voltando pra casa, num daqueles momentos em que a mente viaja e a gente chega a um lugar que nem imaginaria, lembrava de um fato dos mais divertidos.
Ainda casada, em viagem com a minha ex-celentíssima, assustei a pobre coitada ao fazer uma ultrapassagem um tanto perigosa, mas totalmente possível. Eis que, naquele exato momento, ela me olhou com a expressão mais apavorada e me disse: você quer bater o carro? E eu, mais do que rapidamente, respondi: É claro que não, meu amor! A coisa mais importante da minha vida está aqui dentro do carro. Jamais faria isso...
Ela, com os olhos reluzentes, me lançou um olhar de quem tinha adorado a declaração de amor.
Eu, sem perder o embalo, tornei o olhar pra ela e lancei: O meu computador.
Mas, ainda antes que ela pudesse reclamar, emendei: Além disso, a segunda coisa mais importante também está aqui no carro.
Já não tão feliz, mas ainda alegre por achar que falava dela, deu um sorrisinho amarelo.
Mas a minha maldade nunca tem fim. Virei novamente pra ela, com um sorriso sarcástico, e disse: A minha câmera!
Não teve jeito, ela soltou a minha mão no mesmo instante. Foi divertido. Virou piada entre os amigos. Mas, agora, ao lembrar do fato, só me ocorreu que nunca a amei de verdade, mas que sinto saudade das minhas "artes românticas"...
Ainda casada, em viagem com a minha ex-celentíssima, assustei a pobre coitada ao fazer uma ultrapassagem um tanto perigosa, mas totalmente possível. Eis que, naquele exato momento, ela me olhou com a expressão mais apavorada e me disse: você quer bater o carro? E eu, mais do que rapidamente, respondi: É claro que não, meu amor! A coisa mais importante da minha vida está aqui dentro do carro. Jamais faria isso...
Ela, com os olhos reluzentes, me lançou um olhar de quem tinha adorado a declaração de amor.
Eu, sem perder o embalo, tornei o olhar pra ela e lancei: O meu computador.
Mas, ainda antes que ela pudesse reclamar, emendei: Além disso, a segunda coisa mais importante também está aqui no carro.
Já não tão feliz, mas ainda alegre por achar que falava dela, deu um sorrisinho amarelo.
Mas a minha maldade nunca tem fim. Virei novamente pra ela, com um sorriso sarcástico, e disse: A minha câmera!
Não teve jeito, ela soltou a minha mão no mesmo instante. Foi divertido. Virou piada entre os amigos. Mas, agora, ao lembrar do fato, só me ocorreu que nunca a amei de verdade, mas que sinto saudade das minhas "artes românticas"...
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
A bailar no escuro da imensidão
Não programar...
Não esperar...
Não imaginar...
Apenas sentir!
A suavidade da mão
E a tristeza do olhar.
O mistério do sorriso
E o cheiro do perfume.
Sonhar, pensar, querer.
- Não.
- Não!
Como gostaríamos de poder dar respostas diferentes...
Não esperar...
Não imaginar...
Apenas sentir!
A suavidade da mão
E a tristeza do olhar.
O mistério do sorriso
E o cheiro do perfume.
Sonhar, pensar, querer.
- Não.
- Não!
Como gostaríamos de poder dar respostas diferentes...
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