segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Dia desses, voltando pra casa, num daqueles momentos em que a mente viaja e a gente chega a um lugar que nem imaginaria, lembrava de um fato dos mais divertidos.
Ainda casada, em viagem com a minha ex-celentíssima, assustei a pobre coitada ao fazer uma ultrapassagem um tanto perigosa, mas totalmente possível. Eis que, naquele exato momento, ela me olhou com a expressão mais apavorada e me disse: você quer bater o carro? E eu, mais do que rapidamente, respondi: É claro que não, meu amor! A coisa mais importante da minha vida está aqui dentro do carro. Jamais faria isso...
Ela, com os olhos reluzentes, me lançou um olhar de quem tinha adorado a declaração de amor.
Eu, sem perder o embalo, tornei o olhar pra ela e lancei: O meu computador.
Mas, ainda antes que ela pudesse reclamar, emendei: Além disso, a segunda coisa mais importante também está aqui no carro.
Já não tão feliz, mas ainda alegre por achar que falava dela, deu um sorrisinho amarelo.
Mas a minha maldade nunca tem fim. Virei novamente pra ela, com um sorriso sarcástico, e disse: A minha câmera!
Não teve jeito, ela soltou a minha mão no mesmo instante. Foi divertido. Virou piada entre os amigos. Mas, agora, ao lembrar do fato, só me ocorreu que nunca a amei de verdade, mas que sinto saudade das minhas "artes românticas"...

Nenhum comentário:

Postar um comentário