domingo, 15 de novembro de 2015

O se preocupar e o fazer de conta.

Ponto. É assim que as coisas começam, sempre.
Há um ponto e, a partir dele, milhares de coisas se encadeiam, se entrelaçam e, por vezes, levam a conclusões que na verdade não se quer ter. Racionalmente, posso olhar para uma situação que me desconforte e dizer: eu me importo, eu posso e vou fazer algo para que isso se modifique. Toda essa racionalidade se esvai, na maior parte dos casos, em questão de segundos. Se importar e agir efetivamente para que algo errado passe a ser certo inclui muitos pontos a serem considerados. Há pouco, em uma das típicas reflexões babacas que faço ao longo de todos os dias, me perguntava se, de fato, eu precisava de um preparado de tempero que não leva pimenta. A questão toda é a seguinte: tenho um amigo, que raramente come aqui, mas que de longe não pode ouvir falar em pimenta. A existência de dois potinhos de tempero, separando todo o resto da pimenta, demonstra uma tentativa que nem é tão necessária assim, já que eu nem lembro qual foi a última vez em que esse amigo comeu aqui. Fato é que em algum momento da vida eu me importei e isso me marcou de alguma forma, tanto que, todas as vezes em que vou ao supermercado, lembro logo de pegar o tempero sem pimenta. É idiota, é banal, mas é uma ilustração reduzida que pode se aplicar a milhões de situações. Se eu sei que vou causar desconforto em alguém tocando em determinado assunto, obviamente não vou falar de tal. O que me decepciona, no entanto, é perceber que essa não é uma regra aplicável à maior parte do mundo. Importar-se não é característica intrínseca do ser humano. E digo isso não por achar um saco quando alguém para o carro na minha frente, no meio da rua, sem nenhuma explicação plausível; não por me sentir um nada quando não recebo o mínimo de atenção; não por ver tantos "gritos ao vazio" e tão poucas atitudes efetivas; digo isso por achar que esse é o grande mal da humanidade, o problema principal e gerador de tantos outros atritos. Não se importar reflete a incapacidade de olhar além do próprio umbigo, de tentar ouvir, entender e talvez até ajudar na necessidade do outro. Sinto-me só. E triste [editado].

sexta-feira, 12 de junho de 2015

o momento das reticências...

sábado, 23 de maio de 2015

Bastidores de uma polêmica

Uns par de dia de greve. Uns par de aluno sem aula. Uns par de professores reivindicando seus direitos. Uns par de opiniões, necessárias, mas mal constituídas. Tenho acompanhado, desde o meio da semana, mais ou menos, a busca por uma forma de escrever uma matéria que não "ofenda" os professores (classe na qual eu e Mariana nos inserimos também), mas que possa informar quem quer que possa estar interessado no assunto. Acompanhei o surgimento das ideias e a busca pela imparcialidade, pela apresentação dos dados e pela justificativa de cada um deles, inclusive tendo que esperar do lado de fora, até que a matéria estivesse pronta. E eis que ontem saiu a coisa toda. Lógico que todo mundo ficou revoltadinho e logo disse que tinha gente patrocinando a "difamação", o "ataque" contra os professores. Agora, depois de ouvir o celular bipar durante parte da noite, com mensagens de gente dizendo que aquilo estava errado, e de ler os comentários, tanto no facebook quanto na própria página da matéria, me pergunto: quem, desses excelentíssimos "comentaristas" efetivamente leu o que tava escrito lá? Quem se deu ao trabalho de decodificar esses aproximadamente 4000 caracteres que não saíram do nada? Fico me perguntando se o problema que os professores estão tentando resolver com a questão salarial também não está relacionada à educação que eles dão aos seus queridíssimos pupilos, que, a partir do interesse de alguns deles, também resolveram se rebelar. Há uma formação doente, que precisa ser revista não somente em relação a incentivos de ordem salarial, estrutural ou mesmo de condições de trabalho. Há uma deficiência que vai muito além de tudo o que está sendo discutido incessantemente na busca por um culpado. Fomos treinados a discordar, a cobrar o certo do Governo e a exigir o melhor possível das gestões que estão postas? Certamente a resposta é não. Eu sou uma das que se encaixam no "não me interesso por política". Ferir direitos de quem os tem é, com certeza, a maior forma de desrespeitar o outro. Ter um posicionamento é sempre bom, mas que isso seja baseado em fatos palpáveis, aceitáveis. Que sejamos mais capazes de olhar pra dentro e entender o que efetivamente está acontecendo, o que realmente estão dizendo e fazendo, para então levantarmos nossa bandeira e dizer: TÁ ERRADO ÇA PORRA! Enquanto isso, eu só me pergunto, a partir de alguns poucos comentários que tive o desprazer de ler: em algum lugar tava escrito que professor ganha bem? tava escrito que professor ganha mal? e que professor deve escolher outra profissão se não está satisfeito com o seu salário? tava escrito que devemos comparar o salário do professor com o dos políticos? que é certo professar ganhar menos? ou o político ganhar mais? e que um professor deve ganhar mais [ou menos] do que um médico, advogado, engenheiro, cozinheiro, empacotador ou algo assim? tava dizendo em algum lugar que o professor não deve ganhar adicionais por tempo de serviço? ou que não deve ganhar? em alguma parte do texto tinha algo que se distanciava da informação e se aproximava da opinião? Eu tenho opinião e acredito que todo mundo deva ter a sua, por vezes até escondidinha lá num lugarzinho à parte. Mas o que me importa nesse caso é o total desrespeito com a notícia. Quem me conhece um pouquinho sabe que eu tenho um problema grande com jornais, jornalistas e meios de comunicação em geral. Mesmo assim, me casei com uma jornalista/PROFESSORA. Isso não significa que eu a esteja defendendo pura e simplesmente por conta da ligação pessoal, mas principalmente por entender que comentários maldosos e mal fundamentados não acontecem somente porque as pessoas querem mostrar que detêm a razão, mas porque não conseguem refletir o mínimo quanto ao que estão escrevendo. Minha opinião quanto ao texto é de que ele é meramente informativo, não demonstrando favoritismo nem por um e nem por outro lado. Devo, no entanto, parabenizar e agradecer aos revoltadinhos de plantão que fizeram com que a matéria chegasse, nesse exato momento,  ao 3º lugar entre as mais lidas. Se leram na íntegra já é outra história. Segue outra oportunidade para que isso aconteça, então:

http://cgn.uol.com.br/noticia/136919/afinal-quanto-ganha-um-professor

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ah, a postagem que demorou a vir!
De repente,  já chega a idade, e de repente já chegam as responsabilidades... E as obrigações não são mais tão simples, e agradar a todos já não é possível!  E aí as coisas perdem um pouco o sentido, e o fazer sentido já não está mais tanto nas nossas mãos. E fazer o possível já não é o suficiente,  nem mesmo pra gente. Tem algumas urgências que já não são nossa prioridade e fazem da vida esse emaranhado de num sei o que,  que preenche, mas que também esvazia. E a poesia não é mais a parte bonita.  E estar bem não significa mais que está tudo dentro dos conformes.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ah, essas ideias que a gente tem quando precisa viajar sozinha...

domingo, 7 de setembro de 2014

surpreendentemente surpresa com o repetitivamente previsível. :/


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Autocontrole

É sorrir e dizer: como tá, querido?
Quando, no fundo, você quer mesmo é dar de dedo no peito e dizer: escuta aqui, zé ruela... (ou descer uma voadora no desinfeliz!)
rsrsrs